O Grupo Laço é um grupo formado por psicólogos e psicanalistas que atua desde 2004 na intersecção das áreas da Saúde e Educação. O objetivo do trabalho é construir e sustentar projetos de inclusão escolar em consonância com a proposta de uma educação para todos.

As novas diretrizes do MEC (2008) visam a garantia do acesso e da permanência dos "alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação nas escolas regulares, orientando os sistemas de ensino para promover respostas às necessidades educacionais especiais" (MEC/janeiro 2008, p. 8).

Nossa experiência tem nos ensinado que uma estreita articulação entre os profissionais da saúde, da escola e a família é capaz de favorecer o desenvolvimento de um projeto inclusivo. Desta forma, potencializa-se a convivência produtiva na mesma sala de aula de alunos com desenvolvimento considerado "típico" e alunos para quem se supõem necessário um atendimento educacional específico junto à educação regular. As dificuldades de cada criança podem ser de natureza motora, psíquica, cognitiva ou de relacionamento no grupo social, nomeadas muitas vezes por diagnósticos tais como: transtorno global do desenvolvimento, síndrome de down, deficiência mental entre outros. Tais dificuldades trazem à tona questões relacionadas à adaptação recíproca entre criança ou adolescente e meio so cial, ao convívio com os colegas de sala, à formação do educador e às experiências trazidas pelos pais.

Temos como princípios norteadores:

Diversidade e a pluralidade.
Acreditamos que a educação que acolhe as crianças em sua singularidade contribui para a formação de uma sociedade que convive com a diferença como potência e não como desvantagem.

Trabalho em rede interdisciplinar.
Entendemos que o diálogo entre as diversas instâncias presentes no cotidiano da criança (família e profissionais da saúde e educação) é fundamental para a construção e sustentação de um projeto inclusivo.

Criança-sujeito.
A criança se constitui a partir do encontro com o outro – tanto o adulto, representante da cultura, como outras crianças - e é essencial para sua constituição subjetiva ser olhada e escutada em sua singularidade, para além dos discursos dos especialistas.